sexta-feira, 31 de julho de 2015

Nematóides



Características gerais 

São abundantes nos diferentes ambientes: solos, água doce e mares. Algumas espécies são parasitas de plantas e de animais; existindo desde representantes com 4mm, como é o caso das filárias, até os com cerca de 50 cm como a lombriga.

















Morfologia:

Os nematóides possuem corpo alongado, cilíndrico e fino, com extremidades afiladas, a diversidade do grupo é muito grande, a maioria é de vida livre e medindo entre 1mm e 5cm de comprimento, mas existem várias exceções, como a lombriga já citada. Seu corpo é revestido por uma cutícula protetora, produzida pela epiderme subjacente. Em contato com a epiderme existem fibras musculares longitudinais, responsáveis pelos movimentos típicos desses animais, as flexões dorsoventrais do corpo.



Reprodução:

Geralmente os nematóides são animais de sexo separado, com dimorfismo sexual: como regra a fêmea é maior que o macho, e este possui a extremidade posterior do corpo em forma de gancho, usado na cópula para envolver o corpo da fêmea. Nesta extremidade abre-se o anus, no caso das fêmeas e a cloaca nos machos. Esta é uma abertura comum ao sistema digestório e ao sistema reprodutor, assim, os macho eliminam espermatozoides e fezes pela cloaca; as fêmeas possuem um orifício genital separado localizado na parte anterior do corpo. Na cloaca existem espículas copulatorias que são evertidas na hora da cópula e introduzidas no orifício genital da fêmea.

Digestão:

É em parte extracelular e em parte intracelular no interior do trato digestório, que é simples.
Respiração:
Ocorre através da superfície corpórea; não existem estruturas especializadas para essa função.



Sistema circulatório:

Não possuem sistema circulatório, portanto o alimento digerido e os gases respirados "circulam" no corpo desses animais no líquido do pseudoceloma, que também atua como esqueleto hidrostático, dando sustentação ao corpo do animal e contribuindo na movimentação deles.

Sistema excretor:

Eliminam a excreta nitrogenada através da superfície do corpo, mas o excesso de água e de certos íons, são eliminados pelo sistema excretor constituído por uma célula especial chamada renete. O poro localiza-se próximo à boca.

Tabela de doenças causadas por nematóides: 



Fonte:
  • Livro Biologia - Sonia Lopes
  • www.lookfordiagnosis.com
  • segundocientista.blogspot.com

Platelmintos


Características Gerais

Os platelmintos, também conhecidos popularmente como vermes, são animais pertencentes ao filo Platyhelminthes, reino Animália e subreino Metazoa. O corpo dos platelmintos é achatado, pois não possuem sistemas respiratório e circulatório. Vivem em locais úmidos e, algumas espécies, parasitam animais (principalmente mamíferos).



Sistema digestivo dos platelmintos 
Ocorre de forma intra e extracelular. O sistema é incompleto, apresentando apenas uma abertura em todo sistema. Possuem boca, faringe e intestino.

Sistema nervoso 
Possuem sistema nervoso central formado por um anel. Possuem filetes nervosos que percorrem o corpo todo através de ramificações.

Sistema excretor 
A excreção é realizada através das células-flama (protonefrídios), que realizam a excreção para a superfície do corpo. Os platelmintos secretam amônia.

Sistema respiratório
Não possuem sistema respiratório. Nos platelmintos de vida livre as trocas são feitas por difusão. Já nos parasitas ela é feita de forma anaeróbica, ou seja, não utiliza oxigênio.


Sistema circulatório
Também não possuem sistema circulatório. Os alimentos são distribuídos pelo corpo através das ramificações do sistema digestivo.

Sistema reprodutor
A reprodução varia de acordo com a espécie. Muitos platelmintos são hermafroditas. Alguns se reproduzem por partenogênese (desenvolvimento do embrião sem fecundação, de forma assexuada). As planárias podem se reproduzir por fissão (ruptura de um pedaço do corpo gerando outro) ou, até mesmo, de forma sexuada .

Principais doenças provocadas por platelmintos:
*Taenia Solium provoca no ser humano a teníase e a cisticercose.

*Esquistossomo provoca a esquistossomose.

*Tremátodes provocam doenças no sangue e no fígado.




quarta-feira, 29 de julho de 2015

Cnidários





Sua forma  tem simetria radial quando adultos desenvolvem tecidos verdadeiros e por isso são denominados diblásticos. Essas duas Camadas originam a epiderme e glastoderme dos adultos.

Epiderme externa fina, de células cubicas de função principalmente protetora e sensitiva. Gastroderme mais expressa, de células altas, servindo principalmente á digestão mesogléia acelular, fornece um apoio elástico para o corpo e os tentáculos.

No habitat dos cnidários, eles vivem no fundo do mar em recifes de corais, mas algumas espécies se movimentam, não tendo um habitat fixo, como as águas-vivas. Algumas espécies podem ser encontradas em água doce.

Em sua reprodução, há reprodução que acontece por brotamento, já na sexuada, ocorre a metagênese (alternância de gerações que ocorre uma fase assexuada e uma fase sexuada).
Apresentam dois folhetos embrionários, o ectoderma que vira epderme e endoderma que vira gastroderme. 



Fonte: 
  • http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/4667-fotos-celebram-diversidade-da-vida-selvagem-britanica
  • http://poriferos-cnidarios.blogspot.com.br/
  • Osório,Tereza Costa. Ser protagonista: Biologia 2º ano

Poríferos




Forma do corpo
Todas tem cavidade interna, denominada Átrio, que se comunica com o ambiente externo pelo ósculo e na parede corporal há diversos poros. Sua estrutura tem forma de vaso.
Células e suas funções
Renacócitos- revestimento
Coanócitos- fluxo/dis
Espongioblasto- espongina
Amebocitos- transporte
Escleroblasto- espículas
Habitat
A maioria vive no fundo dos mares, apoiada sobre o fundo rochoso ou arenoso. Algumas poucas espécies habitam águas doces.
Reprodução
Há a reprodução sexuada e assexuada, que se divide em brotamento e gemulação (ocorre a formação de gemas ou gomos, que ao se separarem do progenitor, desenvolvem-se dando origem a novos indivíduos).
Folhetos Embrionários
Não apresentam folhetos embrionários.



Estrutura de uma esponja



Fonte: 

  • Osório,Tereza Costa. Ser protagonista: Biologia 2º ano
  • https://www.google.com.br/search?q=Embriologia&rlz=1C1SAVS_enBR613BR613&espv=2&biw=1304&bih=663&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0CAgQ_AUoAmo
  • https://www.google.com.br/search?q=Embriologia&rlz=1C1SAVS_enBR613BR613&espv=2&biw=1304&bih=663&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0CAgQ

Embriologia










A. Zigoto
B. Blastômeros
C. Blastômeros
D. Mórula
E. Blástula
F. Glastrúla








Desenvolvimento Embrionário

De modo geral em praticamente todos animais ocorrem três fases consecutivas: segmentação, gastrulação e organogênese.
Na segmentação ou clivagem, mesmo com o aumento do número de células, praticamente não há aumento do volume total do embrião, pois as divisões celulares são muito rápidas e as células não têm tempo para crescer. Na gastrulação, o aumento do número de células é acompanhada do aumento do volume total. Inicia-se nessa fase a diferenciação celular, ocorrendo a formação dos folhetos germinativos ou folhetos embrionários, que darão origem aos tecidos do indivíduo. Na organogênese, ocorre a diferenciação dos órgãos.


Formada a mórula, suas células alteram a disposição original, distribuindo-se em uma camada externa e delimitando um espaço interno repleto de líquido. Esse espaço é denominado blastocele e caracteriza um novo estágio embrionário: a blástula.    As células dispostas em um dos pólos da blástula iniciam uma migração rumo ao interior da blastocele, provocando uma "depressão". Ao atingirem o pólo oposto, surge uma nova estrutura denominada gástrula, composta por uma cavidade denominada arquêntero. Essa cavidade estabelece comunicação com o meio exterior por uma abertura chamada blastóporo. O arquêntero dará origem ao intestino, enquanto o blastóporo poderá dar origem ao ânus (deuterostômios) ou a boca (protostômios).


 Fases de algumas embriologias



Fonte: 
  • http://trabalhoanatomiacomparada.blogspot.com.br/2012/09/embriologia-comparada.html
  • http://biologia-no-vestibular.blogspot.com.br/2012/07/unicamp-2009-embriologia-e-celulas.html


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Classificação dos Fungos

Zigomicetos

Os zigomicetos são fungos que formam zigósporo (envoltorio rugoso e de cor escura) no ciclo de vida. Ocorrem no solo ou decompondo a matéria orgânica do corpo de animais mortos e de plantas mortas. Alguns zigomicetos são utilizados na elaboração de produtos comerciais valiosos, como molho de soja, ácidos orgânicos, esteróides para pílulas anticoncepcionais e remédios anti-inflamatórios. Seu corpo é formado por hifas cenocíticas, e algumas espécies formam micorrizas.



Ascomicetos

Este grupo é o que reune o maior número de espécies dentre os fungos. Muitos ascomicetos formam micorrizas, sendo que certas orquídeas somemte se desenvolvem se esses fungos estiverem presentes em suas raízes. As leveduras se reproduzem assuxuadamente por brotamento ou por bipartição. Em outros ascomicetos, na fase sexuada há a formação de esporos por mitose na extremidade de hifas, esses esporos, chamados conídias são dispersos pelo vento. Mas a característica mais marcante é o tipo de esporo formado na fase sexuada do ciclo de vida: os ascósporos que se formam no interior dos ascos (inicialmente é uma célula com dois núcleos que se funde com outro nucleares, sofre mitose e se divide mitose, originando um total de 8 células haplóides, estas células são os ascósporos).
Estes fungos auxiliam na produção de antibióticos e na indústria de laticínios onde são usados na fabricação dos queijos roquefort e camembert, mas também podem ser utilizados para a produção de LSD que é um alucinógeno ilegal. 



Basidiomicetos

São exemplos de basidiomicetos os cogumelos do gênero Agaricus apreciados como alimento pelo ser humano, as orelhas-de-pau, e fungos prejudiciais à saúde humana, como Amanita muscaria, o Amanita phalloides, cujo veneno pode até matar uma pessoa, e os do gênero Psilocybe, que produzem efeitos alucinógenos semelhantes aos do LSD, causando serios danos no sistema nervoso.
Cerca de metade das espécies de basidiomicetos formam micorrizas. A característica marcante deste grupo é o tipo de esporo produzido por meiose na fase sexuada do ciclo: o basidiosporo, que se forma nos basídios.
Todos os basidiocomicetos abrigam os basídios em corpos de frutificação: os basidiocarpos.



*Os basidiósporos são formados em uma estrutura denominada basídio. Um basídio jovem corresponde inicialmente a uma célula com dois núcleos, que se fundem originando um núcleo diploide, que logo sofre meiose resultando quatro núcleos haplóides. Cada núcleo migra para uma projeção apical do basídio, constituindo quatro basidiósporos.

Fonte: Livro Bio - Sônia Lopes

O Reino Fungi




Os fungos são popularmente conhecidos como bolores, mofos, leveduras, cogumelo-de-chapéu, orelhas-de-pau. 

São organismos eucariontes unicelulares, como as leveduras, ou pluricelulares que incorporam seus alimentos por absorção: as células do corpo dos fungos eliminam enzimas que digerem a matéria orgânica presente no meio, possibilitando sua absorção.

O corpo dos fungos pluricelulares é formado por filamentos delgados chamados hifas, cujo conjunto forma um micélio, que é um pseudo-tecido. 

Em várias espécies de fungo as hifas organizam-se em estruturas reprodutivas especiais chamadas corpos de frutificação, onde ocorre a formação de esporos.
Um exemplo é o cogumelo, que é o corpo de frutificação de certos tipos de fungo. As células dos fungos possuem parede celular formada basicamente por quitina.





Fonte: Livro Bio - Sônia Lopes
Fotos: Parque da Redenção - POA